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IA é a mais complexa tecnologia na qual a humanidade trabalha hoje, diz CEO do Google

Em artigo de opinião, Sundar Pichai defende que construir sistemas de inteligência artificial com responsabilidade é a única corrida que realmente importa

CEO do Google: Sundar Pichai (Mateusz Wlodarczyk/Getty Images)

CEO do Google: Sundar Pichai (Mateusz Wlodarczyk/Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 23 de maio de 2023 às 15h37.

Última atualização em 23 de maio de 2023 às 20h51.

Depois de Sam Altman da OpenAI iniciar uma turnê global, com passagem inclusive no Brasil, para falar de inteligência artificial, parece que outros executivos também querem se tornar, digamos assim, profetas da boa nova.

Um deles é Sundar Pichai, CEO do Google, que apesar de se mostrar reticente sobre a tecnologia ser uma panaceia, desde o evento de novidades da empresa na semana passada, parece ter mudando o de posição. Em um artigo publicado no jornal inglês Financial Time, o fundador da plataforma de buscas alegou que IA é "a mais complexa tecnologia na qual a humanidade trabalha hoje" e que "afetará todos os setores e aspectos da vida".

Pichai enfatizou que a IA generativa tem capturado a atenção do mundo, com milhões de pessoas utilizando-a para "aumentar a criatividade e melhorar a produtividade". Além disso, Pichai diz que não há como voltar atrás no fato de que startups e organizações estão introduzindo produtos e tecnologias baseados em IA no mercado em um ritmo acelerado.

"No Google, trazemos IA para nossos produtos e serviços há mais de uma década", escreveu o CEO, destacando que a empresa está concentrada em fazer da IA uma tecnologia mais útil para todos, além de permitir que outras pessoas inovem com a IA.

Entre os exemplos de como a IA tem sido usada no Google, Pichai mencionou melhorias significativas em produtos como o Google Search e Gmail, e o trabalho do Google DeepMind no AlphaFold, que resultou em um entendimento inovador de mais de 200 milhões de proteínas catalogadas conhecidas pela ciência.

No entanto, o executivo enfatizou que é crucial desenvolver a tecnologia de maneira responsável. "Publicamos princípios para IA em 2018, enraizados na crença de que ela deve ser desenvolvida para beneficiar a sociedade, evitando aplicativos nocivos", explicou.

O alerta do CEO é que o potencial da IA não pode ser realizado por uma única empresa, e que a regulamentação adequada é essencial. "Ainda acredito que a IA é importante demais para não ser regulamentada e importante demais para não ser bem regulamentada", escreveu Pichai.

Ele encorajou a cooperação internacional, destacando a importância dos EUA e da Europa trabalharem juntos para criar estruturas robustas para a tecnologia emergente. Pichai terminou afirmando que "a IA apresenta uma oportunidade única em uma geração para o mundo atingir suas metas climáticas, construir um crescimento sustentável, manter a competitividade global e muito mais."

Bill Gates também acredita que inteligência artificial pode mudar tudo

O fundador da Microsoft Bill Gates tem uma opinião semelhante a de Pichai. Segundo uma declaração dada à Reuters, o Gates disse que a ascensão de mecanismos de busca com inteligência artificial (IA) pode significar a morte de gigantes como o Google e Amazon – pelo menos na forma como as conhecemos hoje.

Na visão do filantropo, a IA 'vencedora' será capaz de ajudar uma pessoa a ler "as coisas que você não tem tempo" e realizar tarefas por comando de voz ou texto. Com a mudança, big techs dos tempos atuais podem não ser mais necessárias em um futuro breve.

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