Trump descarta adesão da Ucrânia à Otan: “não vai acontecer”

Presidente americano entende que tentativa do país de entrar na aliança militar foi um dos motivos para o início da guerra contra a Rússia

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala durante uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer no Salão Leste da Casa Branca em Washington, DC, em 27 de fevereiro de 2025. Starmer está se encontrando com Trump para implorar por um apoio dos EUA a qualquer cessar-fogo na Ucrânia, insistindo que seria a única maneira de impedir que Vladimir Putin, da Rússia, invadisse novamente. Starmer chegou a Washington na quarta-feira à noite para dar continuidade à visita do presidente francês Emmanuel Macron, em meio a preocupações crescentes na Europa de que o líder dos EUA esteja prestes a vender Kiev a descoberto nas negociações com Putin. (Foto de SAUL LOEB / AFP) (SAUL LOEB/AFP)
EFE

Agência de Notícias

Publicado em 28 de fevereiro de 2025 às 07h03.

Última atualização em 28 de fevereiro de 2025 às 07h22.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltou nesta quinta-feira, 28, que a possível adesão da Ucrânia à Otan “não vai acontecer” e que a possibilidade de o país europeu entrar para a aliança militar foi um dos motivos que precipitaram a invasão russa em 2022.

“Isso não vai acontecer. Foi o que deu início a tudo isso. (O ex-presidente americano Joe) Biden se referiu a isso, e de repente os disparos começaram. Essa foi uma das principais razões pelas quais (a guerra na Ucrânia) começou”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca e ao lado do primeiro-ministro do Reino Unido,Keir Starmer.

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Questionado sobre a porção de território que a Ucrânia poderá recuperar após a assinatura de um hipotético acordo de paz com a Rússia, Trump afirmou que essa é uma questão que ele planeja discutir amanhã, também em Washington, com o presidente ucraniano,Volodymyr Zelensky, e que entre eles tentarão garantir que o país possa “recuperar o máximo possível”.

A porção de território, incluindo a península da Crimeia (invadida pela Rússia em 2014), que a Ucrânia poderá recuperar quando a guerra terminar tem sido o foco de muita atenção, especialmente desde que os EUA optaram por iniciar negociações com a Rússia, há dez dias, sem a participação ucraniana ou da União Europeia.

Trump expressou confiança de que na sexta-feira, em Washington, ele e Zelensky assinarão um acordo para que os EUA participem de um fundo bilateral para a exploração de terras raras e outros minerais na Ucrânia e disse que esse tratado seria “uma salvaguarda, por assim dizer”.

A União Europeia tem falado sobre uma “salvaguarda” para se referir a possíveis garantias de segurança que os EUA poderiam fornecer para um contingente militar europeu que seria instalado na Ucrânia após a assinatura de um acordo de paz.

“Não acho que ele voltará atrás em sua palavra. Não acho que ele vá responder quando conseguirmos um acordo”, disse Trump sobre a possibilidade de o presidente russo Vladimir Putin não respeitar um futuro acordo de paz.

“Acho que o acordo vai se manter. Eles terão segurança. Haverá segurança, haverá soldados. Sei que a França quer estar lá ”, acrescentou, referindo-se às conversas sobre a Ucrânia que teve nesta semana com o presidente francês, Emmanuel Macron.

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