Trump descarta adesão da Ucrânia à Otan: “não vai acontecer”
Presidente americano entende que tentativa do país de entrar na aliança militar foi um dos motivos para o início da guerra contra a Rússia

Agência de Notícias
Publicado em 28 de fevereiro de 2025 às 07h03.
Última atualização em 28 de fevereiro de 2025 às 07h22.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltou nesta quinta-feira, 28, que a possível adesão da Ucrânia à Otan “não vai acontecer” e que a possibilidade de o país europeu entrar para a aliança militar foi um dos motivos que precipitaram a invasão russa em 2022.
“Isso não vai acontecer. Foi o que deu início a tudo isso. (O ex-presidente americano Joe) Biden se referiu a isso, e de repente os disparos começaram. Essa foi uma das principais razões pelas quais (a guerra na Ucrânia) começou”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca e ao lado do primeiro-ministro do Reino Unido,Keir Starmer.
Questionado sobre a porção de território que a Ucrânia poderá recuperar após a assinatura de um hipotético acordo de paz com a Rússia, Trump afirmou que essa é uma questão que ele planeja discutir amanhã, também em Washington, com o presidente ucraniano,Volodymyr Zelensky, e que entre eles tentarão garantir que o país possa “recuperar o máximo possível”.
A porção de território, incluindo a península da Crimeia (invadida pela Rússia em 2014), que a Ucrânia poderá recuperar quando a guerra terminar tem sido o foco de muita atenção, especialmente desde que os EUA optaram por iniciar negociações com a Rússia, há dez dias, sem a participação ucraniana ou da União Europeia.
Trump expressou confiança de que na sexta-feira, em Washington, ele e Zelensky assinarão um acordo para que os EUA participem de um fundo bilateral para a exploração de terras raras e outros minerais na Ucrânia e disse que esse tratado seria “uma salvaguarda, por assim dizer”.
A União Europeia tem falado sobre uma “salvaguarda” para se referir a possíveis garantias de segurança que os EUA poderiam fornecer para um contingente militar europeu que seria instalado na Ucrânia após a assinatura de um acordo de paz.
“Não acho que ele voltará atrás em sua palavra. Não acho que ele vá responder quando conseguirmos um acordo”, disse Trump sobre a possibilidade de o presidente russo Vladimir Putin não respeitar um futuro acordo de paz.
“Acho que o acordo vai se manter. Eles terão segurança. Haverá segurança, haverá soldados. Sei que a França quer estar lá ”, acrescentou, referindo-se às conversas sobre a Ucrânia que teve nesta semana com o presidente francês, Emmanuel Macron.