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Safra: compra para Magalu e venda para Casas Bahia; foco do e-commerce é geração de caixa

Preferência do time do banco no segmento de varejo online continua sendo o Mercado Livre, que segue mostrando combinação de crescimento rápido, ganhos de eficiência e lucratividade

Magazine Luiza: foco na geração de caixa deve resultar em melhores retornos no futuro (Germano Lüders/Exame)
Magazine Luiza: foco na geração de caixa deve resultar em melhores retornos no futuro (Germano Lüders/Exame)
Raquel Brandão

Raquel Brandão

10 de julho de 2024 às 12:58

Pela primeira vez desde o mergulho das ações do Magazine Luiza, o time do Safra resolveu dar 'compra' para o papel. O banco revisou suas teses para o varejo de e-commerce, após incorporar os resultados recentes das empresas e novas suposições macroeconômicas. O foco do segmento, segundo Vitor Pini e Tales Granello, é o fluxo de caixa — finalmente. 

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"Especialmente em relação à Magalu, vale notar que o foco da empresa na geração de caixa começou a dar frutos. Assim, adotamos uma abordagem mais construtiva", escreve a dupla. Além do upgrade de neutro para compra, o preço-alvo para a varejista passou a ser de R$ 18,50, prevendo um prêmio de 37% ante o fechamento anterior.

No cenário macroeconômico, a situação ainda é difícil, principalmente para as vendas de categorias principais (eletrônicos e eletrodomésticos), já que a população continua bastante endividada, com um alto nível de renda comprometida com o serviço da dívida. No entanto, a dupla de analistas está mais otimista com o Magalu por causa de seu foco na geração de caixa – com margens melhoradas e melhor dinâmica de capital de giro – deve resultar em melhores retornos no futuro.

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A geração de caixa, aliás, também é um destaque para a Casas Bahia. Assim como o Magalu, a varejista conseguiu reverter a tendência de impactos negativos para as margens operacionais e fluxo de caixa. Nos últimos doze meses terminados no primeiro trimestre, registrou um resultado positivo de R$ 500 milhões. Por isso, o banco prevê níveis de geração de caixa mais saudáveis à frente. 

No entanto, escrevem os dois, ainda é preciso mais números positivos da companhia para haver consistência.  "Apesar da melhoria na geração de caixa resultante da reestruturação em andamento, estamos aguardando até que números mais encorajadores de margem operacional apoiem a desalavancagem adicional da empresa e, em última análise, melhores retornos." Pelos cálculos dos analistas, o ROIC (o retorno sobre o capital investido) do papel é de -4% para aprojeção de resultado para 2024 contra 4% da Magalu e 49% da Meli.

Até lá, está adotando uma abordagem mais cautelosa: rebaixou a Casas Bahia de compra para neutro, com preço-alvo de R$ 7, o que ainda corresponde a uma valorização de 22% sobre o preço do último pregão.

Na preferência, sem novidades

Embora tenha revisto suas teses de investimento, o Safra manteve sua preferência pela ação do Mercado Livre, que continua a apresentar um "desempenho excepcional, com uma combinação de rápido crescimento, ganhos de eficiência e geração de caixa".

Para os números do segundo trimestre, os analistas esperam que a Meli seja novamente o destaque, com melhoria contínua no crescimento e na lucratividade. A recomendação do banco é de compra, com preço-alvo de US$ 2.130. 

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Raquel Brandão

Raquel Brandão

Repórter Exame IN

Jornalista há mais de uma década, foi do Estadão, passando pela coluna do comentarista Celso Ming. Também foi repórter de empresas e bens de consumo no Valor Econômico. Na Exame desde 2022, cobre companhias abertas e bastidores do mercado

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