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No Brasil, a Whoosh já evitou mais de 400 toneladas de CO2 emitido
Repórter de ESG
Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 18h12.
Quem anda pela movimentada Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, já está familiarizado com as dezenas de pessoas andando em patinetes amarelos pelas ciclovias e calçadas. A Whoosh, empresa especializada em micromobilidade elétrica, se tornou uma febra na capital paulista, sucesso puxado pela praticidade e agilidade de quem busca alternativas mais rápidas para o transporte.
Mas, por trás desse sucesso, a companhia também tem algo a mais a oferecer: a redução do impacto ambiental.
A startup russa já está presente em 60 cidades ao redor do mundo, com destaque para o Brasil, onde a operação começou há um ano e meio. Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo são algumas das cidades em que a empresa atua, sempre com um foco claro: transformar o patinete em um meio de transporte diário e sustentável.
Em entrevista exclusiva à EXAME, Victoria Aguiar, head de marketing da Whoosh, destaca que o grande desafio da marca foi transformar o patinete, inicialmente visto como um item de diversão, em uma alternativa real de transporte urbano.
"Não queremos ser apenas lazer, mas uma solução para melhorar o trânsito, reduzir a emissão de poluentes e oferecer uma opção de deslocamento eficiente no dia a dia", afirma.
Com patinetes mais robustos, adaptados para o compartilhamento, a empresa conseguiu aumentar a durabilidade e a segurança do modelo. Ela explica que diferentemente dos que costumavam ser usados na última década, os novos veículos têm pneus maiores, base mais larga e uma tecnologia de estabilização que garante maior segurança.
"Hoje, temos mais de 4 milhões de corridas, com uma taxa de acidentes de apenas 0,004%. A construção robusta e a tecnologia são essenciais para garantir um modal mais seguro e eficiente", diz Aguiar.
Enquanto o patinete vai se tornando um símbolo do transporte rápido nas grandes cidades, sua missão ambiental também ganha destaque. De acordo com dados da empresa, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre são as cidades em que a startup mais tem contribuído para a redução de emissões.
No Brasil, a Whoosh já evitou mais de 400 toneladas de CO2 emitido, graças aos mais de 9 milhões de quilômetros percorridos por seus patinetes.
Em Florianópolis, a marca contribuiu para a redução de 155 toneladas de carbono, enquanto no Rio de Janeiro o número chega a 145 toneladas. Porto Alegre já ultrapassa 100 toneladas evitadas. Em São Paulo, o impacto até o momento foi de 12 toneladas evitadas.
"Nosso processo de recarga é feito de maneira elétrica, e estamos em fase de testes para adaptação de sistemas que utilizem energia solar. Queremos garantir que não só o transporte seja mais sustentável, mas também o processo de operação da empresa", explica Aguiar.
Atualmente, a Whoosh tem mais de 1 milhão de usuários no Brasil, sendo que cada um deles contribui para diminuir a emissão de gases poluentes ao substituir o carro ou o ônibus pelo patinete elétrico.
Após o sucesso crescente, a empresa já avalia novas oportunidades de locais e investimentos. "Nosso objetivo é continuar expandindo. Até o final deste ano, queremos chegar a mais duas cidades, sempre garantindo que nossa operação nas cidades anteriores esteja bem estruturada e rentável", revela Aguiar.
A Whoosh tem investido para fortalecer a operação em cada cidade em que atua, com mais de R$ 50 milhões aplicados em São Paulo, R$ 30 milhões no Rio de Janeiro e R$ 15 milhões em Florianópolis e Porto Alegre.
A capital paulista, que ainda está em fase de amadurecimento da operação, já registrou 250 mil quilômetros percorridos pelos seus patinetes desde o lançamento, em dezembro de 2024.
Em relação à integração com outros modais de transporte, como metrôs e ônibus, a empresa segue focada em criar uma rede de mobilidade que conecte os patinetes a outros meios de transporte.
"Queremos que o patinete seja uma alternativa eficiente para o deslocamento diário, especialmente para aqueles que precisam percorrer distâncias curtas ou integrar diferentes modais no trajeto", explica a líder de marketing.