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Franceses preparam 12ª protesto contra reforma da Previdência antes de decisão-chave

As autoridades esperam entre 400 mil e 600 mil manifestantes na quinta-feira na 12ª jornada de protestos, quando uma parte do país está em férias escolares

Macron: governo enfrenta grandes protestos contra reforma da Previdência (AFP/AFP)

Macron: governo enfrenta grandes protestos contra reforma da Previdência (AFP/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 12 de abril de 2023 às 16h58.

Última atualização em 13 de abril de 2023 às 05h40.

Os franceses foram convocados para novas manifestações nesta quinta-feira, 13, contra a reforma da Previdência, um dia antes de o Conselho Constitucional se pronunciar sobre o futuro da lei promovida pelo presidente Emmanuel Macron.

Desde janeiro, centenas de milhares de pessoas se manifestaram contra a reforma, que aumenta a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos a partir de 2030 e antecipa para 2027 a exigência de contribuir por 43 anos, e não mais por 42, para receber a aposentadoria integral.

Mostra do mal-estar ainda presente, a visita de Estado de Macron à Holanda foi marcada por protestos isolados de opositores à reforma e, nesta quarta-feira, foram bloqueadas universidades em Paris, Rennes e Lille.

Macron disse, nesta quarta, 12, que proporá aos representantes de todos os setores sociais um "intercâmbio que facilitará empreender o caminho a seguir considerando as decisões, sejam quais forem, do Conselho Constitucional" esperadas para a sexta-feira sobre a reforma da Previdência. "O país deve continuar avançando", afirmou Macron em coletiva de imprensa em Amsterdã, na Holanda.

O presidente francês acrescentou que, apesar dos "desacordos do momento" manterá essas conversas com "espírito de conciliação e vontade de seguir adiante qualquer que seja a decisão" do Conselho Constitucional.

Os coletores de lixo de Paris reforçaram também sua determinação de entrar em greve a partir de quinta, depois de uma primeira que durou três semanas e deixou mais de 10 mil toneladas acumuladas nas ruas de Paris e imagens que deram a volta ao mundo.

Apesar da rejeição dos sindicatos e de dois a cada três franceses, segundo as pesquisas, o presidente francês manteve sua reforma que, em meados de março, decidiu adotar por decreto, temendo perder a votação no Parlamento.

Esta decisão recrudesceu os protestos, com confrontos entre policiais e manifestantes radicais, mas as manifestações perderam força nas últimas semanas, à espera da decisão do Conselho Constitucional na sexta-feira.

As autoridades esperam entre 400 mil e 600 mil manifestantes na quinta-feira na 12ª jornada de protestos, quando uma parte do país está em férias escolares, segundo o veículo "France Info".

O transporte público de Paris circulará com "quase normalidade" e os cancelamentos do serviço de trens serão menos frequentes, com a suspensão de um a cada cinco trens de alta velocidade.

Todos os olhares se voltam para o Conselho Constitucional, que deve decidir na sexta-feira se a reforma é válida e se aceita o referendo proposto pela oposição de esquerda sobre a idade da aposentadoria, duas decisões que vão marcar o futuro de um conflito social incrustado.

"Esperamos a decisão do Conselho Constitucional", assegurou, nesta quarta-feira, o porta-voz do governo, Olivier Véran, na rede France 2.

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