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"Está tudo aberto!": franceses vão a cafés de Madri para fugir da pandemia

Os restaurantes na França não podem servir refeições no interior e um toque de recolher começa às 18h. Quem busca lazer voltou os olhos para o vizinho do sul

Franceses em restaurante em Madri: fuga do toque de recolher (Juan Medina/Reuters)

Franceses em restaurante em Madri: fuga do toque de recolher (Juan Medina/Reuters)

CR

Carolina Riveira

Publicado em 8 de fevereiro de 2021 às 13h10.

Última atualização em 8 de fevereiro de 2021 às 16h53.

Turistas franceses cansados do lockdown rígido de seu país estão cruzando a fronteira em levas rumo a Madri, onde bares e restaurantes estão abertos e as pessoas podem ficar fora até as 22h, apesar de a covid-19 estar assolando a Europa com uma terceira onda virulenta.

"Aqui, isto é vida, tudo está acontecendo!", disse Clara Soudet ao sair de um show de música ao vivo perto da movimentada Gran Via madrilenha. A estudante de 22 anos chegou pouco antes da véspera de Ano Novo para visitar o namorado e desfrutar do clima diferente.

"Está tudo aberto. Mesmo com o toque de recolher, ainda se pode fazer muitas coisas, então aproveitamos ao máximo... senti um alívio muito grande quando me sentei no meu primeiro terraço."

Como os eventos culturais da França estão suspensos, os restaurantes não podem servir refeições em seu interior e um toque de recolher imposto com rigor começa às 18h, quem busca lazer voltou os olhos para a capital do vizinho do sul.

Embora tenha tornado o uso de máscaras obrigatório e reduzido pela metade a ocupação de espaços públicos, o governo regional conservador de Madri adotou um dos toques de recolher mais frouxos da Espanha, desafiando as recomendações nacionais de fechamento das instalações de hospitalidade e o comércio não-essencial.

"Ver os restaurantes abertos foi um pouco chocante, porque em Paris está deprimente... todas as persianas estão baixadas", disse Adrien Durand, aluno da Universidade Sorbonne, ao saborear sua primeira refeição em um terraço.

(Por Clara-Laeila Laudette, Guillermo Martinez, Juan Medina; reportagem adicional de Belén Carreño e Nathan Allen, da Reuters)

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