Economia

Meirelles diz que regra de ouro tem de ser enfrentada

Ele defendeu que caberá ao próximo presidente da República eleito "ou quem sabe até no final desse governo", propor alterações nas regras

Meirelles: "o problema da regra de ouro é que contabiliza as despesas financeiras, mediante uma certa regra de contabilização" (Adriano Machado/Reuters)

Meirelles: "o problema da regra de ouro é que contabiliza as despesas financeiras, mediante uma certa regra de contabilização" (Adriano Machado/Reuters)

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EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 23 de fevereiro de 2018 às 21h33.

Última atualização em 4 de dezembro de 2019 às 15h44.

Fortaleza - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu nesta sexta-feira, 23, o "aperfeiçoamento" da chamada regra de ouro, que impede o governo de se endividar para bancar despesas correntes. Ele defendeu que caberá ao próximo presidente da República eleito "ou quem sabe até no final desse governo", propor alterações nas regras.

"A regra de ouro tem que ser enfrentada. Porque a maneira como é calculada tem algumas questões contábeis, etc. que existe já uma regra já mais dura, mais direta e mais eficaz que a regra de ouro, que é o teto de gastos. Esse é muito direto, muito claro", declarou em palestra para empresários durante evento promovido pelo Lide Ceará.

Segundo Meirelles, "o problema da regra de ouro é que contabiliza as despesas financeiras, mediante uma certa regra de contabilização". "Acho que compete, sim, ao próximo presidente, ou quem sabe até no final desse governo, propor regras aperfeiçoando a regra de ouro", declarou o ministro, ao responder perguntas de empresários sobre o assunto.

Também questionado, Meirelles reiterou que só decidirá sobre eventual candidatura à Presidência da República próximo do dia 7 de abril, prazo para que ministros que vão disputar o pleito se desincompatibilizem do cargo. "Até agora, vou continuar nas próximas semanas concentrado nesse trabalho de fazer com que o Brasil cresça mais e melhor", disse.

O ministro também foi questionado sobre os perigos dos preços das ações nos Estados Unidos. Ele afirmou que não há dúvida de que o valor dos ativos naquele país está alto, "em termos, os índices já começam a ser parecidos com os de 1929". Ele avaliou, porém, que essa não é uma situação totalmente fora de base. "O preço está elevado, mas os lucros também estão elevados", disse.

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